Planejar deslocamentos é um dos pontos mais decisivos para aproveitar bem uma viagem pela Itália, e Alberto Toshio Murakami, um viajante do mundo mas principalmente Japão e Itália, costuma reforçar que um roteiro eficiente começa pela escolha correta das regiões e dos meios de transporte. Logo no início da organização da viagem, vale pensar na lógica dos trajetos e, se quiser continuar recebendo orientações práticas para montar roteiros internacionais mais inteligentes, acompanhe os próximos conteúdos.
Antes de definir quantas cidades visitar, é fundamental entender que o tempo gasto em deslocamento impacta diretamente a qualidade da experiência. Muitas vezes, incluir destinos demais no mesmo roteiro gera cansaço, atrasos e reduz o tempo disponível para explorar cada local com calma.
Por isso, a eficiência não está em ver tudo, mas em escolher bem o que realmente faz sentido dentro do período disponível. Venha neste artigo saber mais sobre como planejar um roteiro de viagem de sucesso!
Escolha das regiões: menos é mais
A Itália é dividida em regiões com identidades culturais, gastronômicas e paisagens muito distintas. Sendo assim, agrupar cidades próximas é a melhor estratégia para reduzir deslocamentos longos. Por exemplo, quem opta por explorar o norte pode combinar Milão, Verona e Veneza em um mesmo roteiro, enquanto o centro do país permite integrar Roma, Florença e Pisa com facilidade.

Alberto Toshio Murakami ainda alude que cada mudança de cidade envolve tempo de check-out, transporte, check-in e adaptação ao novo local. Portanto, limitar o número de bases de hospedagem ajuda a manter a viagem mais fluida e menos cansativa. Em vez de trocar de hotel a cada dois dias, vale considerar estadias um pouco mais longas em pontos estratégicos, fazendo passeios de bate-volta quando necessário.
Trem ou carro: quando usar cada um
O sistema ferroviário italiano é altamente desenvolvido e conecta as principais cidades por trens de alta velocidade, informa o viajante Alberto Toshio Murakami. Dessa forma, viajar de trem entre grandes centros costuma ser mais rápido, confortável e previsível do que dirigir, além de evitar preocupações com trânsito urbano, zonas de restrição e estacionamento.
Por outro lado, em regiões rurais, áreas vinícolas e pequenas vilas, o carro oferece maior autonomia e acesso a locais menos atendidos por transporte público. Ainda assim, é importante considerar o custo do aluguel, combustível, pedágios e possíveis taxas municipais. Neste cenário, a melhor estratégia costuma ser combinar os dois meios: trem para longas distâncias entre cidades grandes e carros apenas quando a exploração local exigir.
Evitando deslocamentos desnecessários
Outro erro comum é cruzar o país repetidas vezes dentro do mesmo roteiro. Embora a Itália pareça compacta no mapa, as distâncias podem ser significativas quando somadas ao tempo de embarque, conexões e imprevistos. Assim, organizar o percurso em um único sentido, de norte para sul ou vice-versa, reduz retrabalhos e otimiza o uso do tempo.
Junto a isso, escolher aeroportos de chegada e saída em cidades diferentes pode ser uma solução inteligente. Alberto Toshio Murakami exemplifica que iniciar a viagem em Milão e retornar por Roma evita o retorno obrigatório ao ponto inicial, economizando um deslocamento inteiro. Essa estratégia, conhecida como “open jaw”, costuma ser pouco considerada, mas pode trazer grande ganho logístico.
Planejamento de horários e margens de segurança
A eficiência do deslocamento não depende apenas do meio de transporte, mas também do horário escolhido. Viagens muito cedo ou muito tarde podem comprometer a disposição para passeios no mesmo dia. Nestes casos, é recomendável planejar trajetos principais no início da tarde ou em horários intermediários, preservando manhãs e noites para atividades locais, sugere Alberto Toshio Murakami.
Além disso, incluir margens de segurança entre conexões evita estresse em caso de atrasos. Embora o sistema de trens seja confiável, imprevistos acontecem, especialmente em períodos de grande fluxo turístico. Assim, evitar agendas excessivamente apertadas ajuda a manter o ritmo da viagem mais equilibrado.
Integração entre transporte e hospedagem
A localização do hotel também interfere diretamente na eficiência do roteiro. Hospedar-se próximo a estações centrais facilita embarques e reduz o tempo de deslocamento com bagagem. Da mesma forma, escolher bairros bem conectados por metrô ou ônibus diminui a dependência de táxis e aumenta a flexibilidade dos passeios.
O viajante do mundo, Alberto Toshio Murakami, destaca que o critério de escolha da hospedagem não deve se basear apenas no preço ou no conforto, mas também na logística. Um hotel ligeiramente mais caro, porém melhor localizado, pode resultar em economia de tempo e transporte ao longo de toda a viagem.
Roteiro eficiente é também roteiro sustentável
Além dos benefícios práticos, planejar deslocamentos eficientes contribui para uma viagem mais sustentável. Reduzir trajetos desnecessários diminui o consumo de combustível e a emissão de poluentes, especialmente quando se privilegia o transporte ferroviário. Dessa forma, o viajante não apenas otimiza custos e tempo, mas também reduz seu impacto ambiental.
Ao mesmo tempo, permanecer mais tempo em cada cidade permite interações mais profundas com a cultura local, favorecendo o comércio regional e experiências menos massificadas. Evidencia-se assim que a eficiência logística e qualidade de vivência caminham juntas.
Planejamento como parte da experiência
Em síntese, montar um roteiro eficiente na Itália exige visão estratégica, escolhas conscientes e compreensão das dinâmicas de transporte do país. Ao priorizar regiões próximas, combinar meios de transporte adequados e respeitar o próprio ritmo de viagem, é possível transformar deslocamentos em parte integrada da experiência, e não em um fator de desgaste.
Tal como considera o viajante do mundo, Alberto Toshio Murakami, viajar bem é saber equilibrar desejo de conhecer com inteligência de planejamento. Com um roteiro estruturado, cada trajeto se torna mais simples, cada parada mais proveitosa e a viagem como um todo mais rica e tranquila.
Autor: Natimoura Dalamyr