Elmar Juan Passos Varjão Bomfim está presente em uma discussão técnica que ganha relevância crescente nas obras de grande porte, a gestão de resíduos como elemento estrutural do planejamento construtivo. Em empreendimentos de alta complexidade, o volume de materiais movimentados transforma resíduos em um fator operacional relevante, com impacto direto sobre custos, prazos e organização do canteiro. Nesse cenário, a economia circular deixa de ser um conceito genérico e passa a integrar decisões técnicas ligadas à eficiência do processo executivo.
A abordagem tradicional, baseada apenas na destinação final dos resíduos, tende a gerar desperdícios e custos adicionais ao longo da obra. Por essa razão, a engenharia contemporânea incorpora a gestão de materiais desde as fases iniciais do projeto, articulando logística, métodos construtivos e reaproveitamento de insumos de forma coordenada.
Planejamento construtivo orientado pela redução de desperdícios
Em obras de grande porte, a geração de resíduos começa antes da execução física, ainda na definição de soluções construtivas e sistemas estruturais. A escolha de métodos pouco compatibilizados costuma resultar em sobras excessivas de materiais, retrabalhos e perdas difíceis de controlar. Sob a leitura de Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, o planejamento construtivo precisa considerar o fluxo completo dos insumos, da aquisição ao descarte.
Esse planejamento envolve dimensionamento preciso, padronização de elementos e definição clara das etapas de execução. Ao reduzir incertezas, a engenharia consegue limitar desperdícios e melhorar o controle sobre o canteiro. O resultado é um processo mais previsível, com menor impacto financeiro e operacional ao longo do cronograma da obra.
Reaproveitamento de materiais e eficiência operacional
A economia circular em obras de infraestrutura não se resume à reciclagem externa de resíduos. Em muitos casos, materiais podem ser reaproveitados no próprio canteiro, desde que exista controle técnico adequado. Agregados reciclados, solos reaproveitados e resíduos de demolição podem retornar ao processo construtivo como camadas de base, regularização ou preenchimento, reduzindo a necessidade de novos insumos.
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim explicita que esse reaproveitamento exige avaliação rigorosa das propriedades dos materiais e compatibilidade com as funções estruturais previstas. Quando bem executada, essa prática reduz custos logísticos, diminui a movimentação externa de resíduos e contribui para maior eficiência operacional, sem comprometer desempenho ou segurança.

Logística reversa e organização do canteiro
A gestão eficiente de resíduos depende diretamente da organização do canteiro de obras. Separação adequada, rotas internas bem definidas e áreas específicas para armazenamento temporário são elementos essenciais para viabilizar a logística reversa. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim frisa que em empreendimentos de grande escala, a ausência dessa organização tende a gerar acúmulo desordenado de materiais e aumento de riscos operacionais.
Nesse contexto, a engenharia passa a tratar o resíduo como parte do fluxo produtivo. A integração entre equipes de execução, suprimentos e transporte permite otimizar deslocamentos e reduzir interferências entre atividades. Essa lógica contribui para maior fluidez no canteiro e para o cumprimento de prazos, especialmente em obras com múltiplas frentes de trabalho simultâneas.
Impacto econômico e controle do ciclo de vida da obra
A incorporação da economia circular na gestão de resíduos influencia diretamente o custo do ciclo de vida das obras de grande porte. Menor consumo de materiais virgens, redução de transporte externo e diminuição de áreas de descarte se refletem em economia financeira e maior controle orçamentário. Conforme observado por Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, esses ganhos não são marginais, mas estruturais quando integrados ao planejamento.
Além do impacto imediato na execução, a gestão adequada de resíduos contribui para a sustentabilidade operacional do empreendimento. Obras concebidas com essa lógica apresentam menor pressão sobre recursos, maior previsibilidade e melhor alinhamento com exigências regulatórias. Ao tratar resíduos como variável técnica e econômica, a engenharia amplia sua capacidade de entregar obras mais eficientes, organizadas e financeiramente equilibradas.
Autor: Natimoura Dalamyr