O mercado financeiro é uma das engrenagens mais importantes da economia global, movimentando bilhões de dólares diariamente. Segundo o Dr. Carlos Alberto Arges Junior, esse ecossistema também está sujeito a práticas ilegais que comprometem sua integridade e transparência. Entre as infrações mais graves estão o insider trading (negociação com informações privilegiadas) e a manipulação de mercado, que distorcem os preços de ativos e prejudicam investidores de forma desleal.
Neste artigo, analisaremos como essas atividades ilegais ocorrem, quais são seus impactos e quais medidas podem ser adotadas para combatê-las.
O que é insider trading e por que ele é prejudicial?
O insider trading ocorre quando uma pessoa utiliza informações privilegiadas – ou seja, dados relevantes sobre uma empresa que ainda não foram divulgados ao público – para realizar operações no mercado financeiro em benefício próprio ou de terceiros. Por exemplo, um executivo que sabe antecipadamente sobre uma fusão corporativa pode comprar ações da empresa antes que o anúncio oficial seja feito, lucrando com a alta subsequente dos preços.

Além de ser antiético, o insider trading prejudica a confiança dos investidores no mercado, pontua o advogado Carlos Alberto Arges Junior. Quando pequenos investidores percebem que grandes jogadores têm acesso a informações privilegiadas, eles tendem a se afastar das operações financeiras, reduzindo a liquidez e a eficiência do mercado. Além disso, essa prática pode levar à desvalorização de empresas, uma vez que a percepção de falta de transparência afugenta potenciais investidores.
Como funciona a manipulação de mercado e quais são suas consequências?
A manipulação de mercado envolve ações deliberadas para influenciar artificialmente os preços de ativos, criando condições falsas de oferta e demanda. Um exemplo clássico é o “pump and dump”, onde um grupo de investidores infla artificialmente o preço de uma ação promovendo-a de maneira enganosa, apenas para vendê-la quando o preço sobe e obter lucros ilícitos.
O Dr. Carlos Alberto Arges Junior enfatiza que as consequências da manipulação de mercado são devastadoras. Além de causar prejuízos financeiros diretos aos investidores que são enganados, ela também distorce a alocação de recursos na economia, prejudicando empresas que dependem de avaliações justas para atrair capital. A longo prazo, a manipulação de mercado pode desestabilizar setores inteiros, aumentando a volatilidade e dificultando o crescimento sustentável.
Quais são as principais medidas para prevenir práticas ilegais no mercado financeiro?
Segundo Carlos Alberto Arges Junior, advogado especialista, uma das principais estratégias para prevenir insider trading e manipulação de mercado é a implementação de regras claras e fiscalização rigorosa. As agências reguladoras, como a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) no Brasil, devem monitorar constantemente as operações financeiras e investigar padrões suspeitos de negociação.
Outra medida crucial é a educação e conscientização dos participantes do mercado. Investidores e profissionais do setor financeiro devem ser informados sobre as consequências legais e éticas das práticas ilegais, bem como sobre os sinais que podem indicar atividades fraudulentas. A tecnologia também desempenha um papel importante: ferramentas de inteligência artificial e análise de dados podem ajudar a identificar transações incomuns e detectar irregularidades antes que elas causem grandes danos.
Conclui-se assim que, práticas ilegais como insider trading e manipulação de mercado representam ameaças significativas à integridade do sistema financeiro. O Dr. Carlos Alberto Arges Junior, frisa que, elas não apenas prejudicam investidores individuais, mas também comprometem a estabilidade econômica e a confiança no mercado. Embora o desafio seja complexo, a adoção de medidas preventivas e punitivas eficazes pode garantir um mercado financeiro mais justo, transparente e resiliente.
Instagram: @argesearges
LinkedIn: Carlos Alberto Arges Junior
Site: argesadvogados.com.br
Autor: Natimoura Dalamyr