O aumento da expectativa de vida é uma das maiores conquistas sociais das últimas décadas. No entanto, na visão de Ian Cunha, viver mais só faz sentido quando esse tempo extra vem acompanhado de qualidade de vida, autonomia e bem-estar. Nesse contexto, a atenção básica à saúde ocupa um papel central, sendo a principal responsável por promover cuidados contínuos e preventivos ao longo da vida. A seguir, apresentamos informações sobre como esse nível de atenção atua na prática e seus principais desafios.
A atenção básica como base do cuidado em saúde
A atenção básica é responsável por acompanhar o indivíduo ao longo de diferentes fases da vida, promovendo cuidados que vão além do tratamento de doenças. Ela atua de forma integrada, considerando aspectos físicos, mentais e sociais da saúde, o que contribui para diagnósticos mais precoces e intervenções mais eficazes.

Segundo Ian Cunha, esse modelo de cuidado contínuo fortalece o vínculo entre profissionais de saúde e comunidade. A proximidade permite compreender melhor as necessidades locais e atuar de maneira mais assertiva, promovendo saúde de forma personalizada e preventiva.
Prevenção e promoção da saúde ao longo da vida
Um dos principais diferenciais da atenção básica está na prevenção. Ações como vacinação, acompanhamento de doenças crônicas, orientações sobre alimentação e atividade física ajudam a reduzir riscos e evitar complicações futuras.
Ao promover hábitos saudáveis desde cedo, a atenção básica contribui para um envelhecimento mais equilibrado, conforme explica Ian Cunha. Prevenir é não apenas evitar doenças, mas garantir que as pessoas mantenham sua funcionalidade e independência ao longo do tempo.
Como a atenção básica contribui para a longevidade?
A longevidade da população está diretamente relacionada à qualidade do cuidado recebido ao longo da vida. A atenção básica atua identificando fatores de risco, monitorando condições de saúde e orientando mudanças de comportamento que impactam diretamente o envelhecimento.
De acordo com Ian Cunha, esse acompanhamento contínuo permite intervenções precoces, reduzindo a necessidade de tratamentos complexos e hospitalizações. Ao cuidar antes que o adoecimento se instale, a atenção básica amplia a expectativa de vida saudável.
O papel das equipes de saúde da família
As equipes de saúde da família são protagonistas na atenção básica. Elas acompanham famílias e comunidades de forma próxima, criando vínculos de confiança que facilitam o cuidado contínuo.
Além do atendimento clínico, essas equipes desenvolvem ações educativas, visitas domiciliares e atividades comunitárias. Esse trabalho integrado fortalece a autonomia das pessoas e promove uma cultura de autocuidado, essencial para a longevidade, como reforça Ian Cunha.
Elementos que fortalecem a atenção básica e a longevidade
Para que a atenção básica cumpra seu papel na promoção da longevidade, alguns elementos são fundamentais. Eles garantem eficiência, qualidade e continuidade do cuidado em saúde.
Entre os principais fatores que fortalecem essa relação, destacam-se:
- Acesso facilitado aos serviços de saúde;
- Acompanhamento regular e longitudinal dos pacientes;
- Integração entre prevenção, diagnóstico e tratamento;
- Educação em saúde voltada à autonomia da população;
- Valorização dos profissionais da atenção básica.
Desafios enfrentados pela atenção básica no Brasil
Apesar de sua importância, a atenção básica enfrenta desafios significativos. Falta de recursos, sobrecarga de profissionais e desigualdades regionais impactam a qualidade do atendimento em algumas localidades.
Superar esses desafios exige investimento contínuo, gestão eficiente e valorização das equipes, como analisa Ian Cunha. Fortalecer a atenção básica é uma estratégia essencial para garantir a sustentabilidade do sistema de saúde e ampliar a longevidade da população.
Atenção básica como investimento social de longo prazo
Por fim, investir em atenção básica é investir em saúde, economia e qualidade de vida. A prevenção reduz custos com internações e tratamentos complexos, além de melhorar os indicadores de saúde pública.
Ao reconhecer a atenção básica como eixo central do cuidado, a sociedade avança na construção de um modelo de saúde mais humano, acessível e eficiente. A longevidade, nesse contexto, deixa de ser apenas um número e passa a representar anos vividos com dignidade e bem-estar.
Autor: Natimoura Dalamyr