Sergio Bento de Araujo, empresário especialista em educação, acompanha de perto os desafios e as oportunidades que a tecnologia oferece para tornar a escola mais inclusiva. Em um país marcado por desigualdades educacionais, falar de inclusão vai além de garantir matrícula ou presença física em sala de aula. É preciso assegurar que todos os estudantes tenham condições reais de aprender, participar e se desenvolver. Nesse contexto, recursos digitais, quando bem utilizados, podem reduzir barreiras históricas e ampliar o acesso ao conhecimento.
Ao longo deste artigo, o foco está em discutir como a tecnologia pode apoiar a educação inclusiva, especialmente para estudantes com necessidades específicas, respeitando diferenças culturais, linguísticas e cognitivas. A proposta é analisar conceitos, desafios e benefícios, sempre com uma visão prática e orientada à construção de ambientes educacionais mais equitativos.
Por que a inclusão educacional exige mais do que acesso físico à escola?
A inclusão educacional não se limita à presença do estudante no espaço escolar. Ela envolve a garantia de condições pedagógicas, comunicacionais e emocionais que permitam a participação efetiva nas atividades de aprendizagem. Conforme expõe Sergio Bento de Araujo, estudantes com deficiência, transtornos ou pertencentes a grupos historicamente excluídos enfrentam obstáculos que vão além da infraestrutura física.

Nesse sentido, a escola inclusiva precisa repensar práticas, currículos e estratégias de ensino. Compreender a inclusão como processo contínuo é fundamental, principalmente pois, não se trata de adaptar pontualmente conteúdos, mas de criar um ambiente que reconheça a diversidade e ofereça múltiplas formas de acesso ao conhecimento, valorizando diferentes ritmos e modos de aprender.
Como recursos digitais apoiam a educação de estudantes surdos?
Os recursos digitais têm papel relevante na educação de estudantes surdos, especialmente quando valorizam a Libras e a comunicação visual. Vídeos educativos, materiais bilíngues e plataformas com recursos visuais ampliam a compreensão dos conteúdos e fortalecem a identidade cultural desses estudantes. Diferentemente de abordagens que tentam apenas “traduzir” conteúdos, a tecnologia pode ser pensada desde o início para atender a diferentes linguagens.
Sergio Bento de Araujo menciona que o uso de vídeos permite maior autonomia no processo de aprendizagem, possibilitando revisões e adaptações conforme a necessidade do estudante. A tecnologia, portanto, quando aliada a práticas pedagógicas inclusivas, contribui para reduzir desigualdades e ampliar a participação. O ponto central é garantir que os recursos sejam utilizados com intencionalidade pedagógica e respeito às especificidades linguísticas.
Qual a importância da acessibilidade pedagógica no uso da tecnologia?
Acessibilidade pedagógica refere-se à adaptação de conteúdos, metodologias e recursos para atender diferentes perfis de estudantes. No contexto digital, isso envolve desde a escolha de plataformas acessíveis até a produção de materiais que considerem múltiplas formas de representação da informação. A tecnologia amplia possibilidades, mas só cumpre seu papel inclusivo quando essas dimensões são consideradas.
A acessibilidade não deve ser vista como exceção, mas como princípio orientador do planejamento educacional, informa Sergio Bento de Araujo. Quando a escola adota essa perspectiva, os recursos digitais passam a beneficiar todos os estudantes, e não apenas aqueles com necessidades específicas. A inclusão, nesse sentido, fortalece a qualidade do ensino como um todo.
De que forma a tecnologia pode reduzir barreiras de aprendizagem?
A tecnologia pode atuar na redução de barreiras ao oferecer diferentes caminhos para o acesso ao conteúdo. Ferramentas digitais permitem personalização, uso de recursos visuais, interatividade e adaptação ao ritmo do estudante. Segundo Sergio Bento de Araujo, essas características favorecem a aprendizagem em contextos diversos e ajudam a superar limitações impostas por métodos tradicionais.
Entretanto, a redução de barreiras depende de planejamento e formação docente. O uso consciente da tecnologia exige professores preparados para integrar recursos digitais ao currículo de forma significativa. Quando bem articulada, a tecnologia amplia o alcance das práticas pedagógicas e contribui para um ensino mais inclusivo e eficaz.
O que caracteriza uma escola comprometida com acessibilidade e inclusão?
Uma escola comprometida com acessibilidade e inclusão apresenta coerência entre discurso e prática. Ela investe em formação, revisa seus materiais, escuta a comunidade escolar e utiliza a tecnologia como aliada na construção de ambientes mais equitativos. O compromisso com a inclusão se reflete em decisões pedagógicas cotidianas, e não apenas em projetos pontuais.
Para o empresário especialista em educação, Sergio Bento de Araujo, o avanço da educação inclusiva passa por escolhas responsáveis e sustentáveis. Escolas que compreendem a tecnologia como instrumento de ampliação de oportunidades tendem a construir experiências educacionais mais justas e humanizadas. O resultado esperado é uma aprendizagem mais acessível, participativa e alinhada aos princípios de equidade e respeito à diversidade.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez