Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, compreende que a escolha de uma paleta de cores é uma das decisões mais estratégicas de qualquer projeto de interiores. A cor comunica, influencia emoções, define atmosferas e condiciona comportamentos de forma direta. Neste artigo, você vai entender como construir paletas funcionais e expressivas, quais critérios devem orientar essas escolhas e por que essa decisão vai muito além da preferência pessoal.
O que a cor realmente faz em um ambiente?
Tons quentes como terracota, ocre e coral estimulam energia e sociabilidade, sendo ideais para áreas de convivência, restaurantes e espaços de varejo. Tons frios como azul-acinzentado, verde-salva e lavanda promovem calma e concentração, funcionando muito bem em escritórios, quartos e consultórios. Essa distinção, documentada pela psicologia das cores, é o ponto de partida de qualquer projeto cromático consistente.
Ignorar esse princípio significa tomar decisões decorativas sem critério, com resultados que raramente correspondem ao que se esperava. Ambientes bem coloridos não são fruto de intuição: são produto de método, repertório e leitura precisa das necessidades de quem vai habitar o espaço.
Como montar uma paleta coerente e equilibrada?
A construção de uma paleta parte de três elementos: a cor dominante, a cor secundária e os acentos. A dominante ocupa a maior parte do ambiente, geralmente nas paredes e nos grandes móveis. A secundária cria profundidade. Os acentos, presentes em objetos e detalhes, introduzem contraste e personalidade sem sobrecarregar o conjunto.
Para Daugliesi Giacomasi Souza, o erro mais frequente nos projetos sem orientação profissional é a ausência dessa hierarquia cromática. A proporção 60-30-10 resolve bem esse problema: 60% da cor dominante, 30% da secundária e 10% de acentos. Essa distribuição garante equilíbrio visual e mantém o ambiente com foco e intenção.
Quais as diferenças entre paletas residenciais e comerciais?
Nos espaços residenciais, a paleta deve traduzir a identidade de quem habita o lugar. Um quarto pode receber tons de verde-musgo que remetem ao descanso, enquanto uma cozinha ganha vitalidade com amarelo-suave ou branco gelo combinado com madeira natural. O objetivo é criar pertencimento, conforto e expressão pessoal de forma duradoura.

Nos ambientes comerciais, a lógica é outra. A paleta torna-se ferramenta de posicionamento de marca e de gestão da experiência do cliente. Conforme frisa Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, nesses projetos a cor deve ser desenvolvida em conjunto com a identidade visual da empresa, criando consistência entre comunicação gráfica e vivência física do espaço.
De que forma a iluminação interfere na percepção das cores?
A luz natural e a luz artificial alteram significativamente a percepção de qualquer tom, tornando indispensável testar as cores nas condições reais do ambiente antes de qualquer definição final. Um bege neutro pode parecer rosado sob luz incandescente e acinzentado sob LED frio, mudando completamente o resultado esperado.
De acordo com Daugliesi Giacomasi Souza, a temperatura da luz, medida em Kelvin, precisa ser considerada em conjunto com a paleta. Luzes quentes, entre 2700 e 3000K, realçam tons terrosos e amadeirados. Luzes neutras, entre 3500 e 4000K, equilibram melhor paletas com azuis e verdes. Essa relação é um dos aspectos mais técnicos do design de interiores e um dos que mais exige experiência profissional.
Por que a paleta de cores é um investimento e não um gasto?
Escolher cores com critério evita retrabalho, reduz desperdício de material e garante que o ambiente entregue a experiência desejada desde o primeiro dia. Projetos com paletas mal definidas geram insatisfação crônica, levando o cliente a refazer partes do espaço em intervalos curtos, o que representa custo muito superior ao de uma consultoria bem estruturada desde o início.
Daugliesi Giacomasi Souza, fundadora da DGdecor, resume que a cor certa, no lugar certo, transforma um ambiente comum em um espaço que funciona, agrada e resiste ao tempo. Essa transformação começa sempre com uma escolha informada, orientada por quem conhece profundamente a linguagem das cores e o impacto que ela exerce sobre a vida das pessoas.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez